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RPF Group vai mudar a genética usada para fêmeas de suínos

21 de Outubro de 2021

O RPF Group se prepara para mudar a genética usada para fêmeas em seu plantel para a Camborough. O que deve ocorrer a partir de junho de 2022. A informação é de Daniel Metz, gerente de Fomento e Integração de Suínos do grupo, em Toledo (PR). “Além do resultado zootécnico da creche e da terminação, a nova genética visa à melhoria da carcaça no frigorífico”, complementa Geovane de Toni, gerente de Qualidade da RPF, em Ibiporã (PR). Com a Camborough é possível preparar uma fêmea para o primeiro parto em menos tempo.

O que significa redução nos custos com ração, mão de obra e instalações. “A genética atual faz-nos levar 90 dias para inseminar as fêmeas. Com a nova, esse período deve cair para 60 a 70 dias, mantendo os resultados obtidos atualmente ou até melhores”, destaca. 

A Camborough é uma matriz líder nos principais mercados da suinocultura internacional. “Possui fácil manejo e altíssima eficiência da reprodução, com elevadas taxas de partos, excelente peso dos leitões e uma longa vida produtiva”, explica Metz. Em comparação à fêmea TN70, produz leitões superiores em ganho de peso diário e conversão alimentar. Trazendo assim, um excelente retorno econômico ao produtor.



Tipos

Atualmente, o grupo utiliza dois tipos de genética para a produção dos suínos abatidos em suas unidades: machos AGPIC 337, adquiridos junto à Agroceres; e fêmeas TN70, comprados da Topigs Norsvin. Conforme a empresa, o AGPIC 337 é considerado uma das melhores genéticas existentes.


Ele incorpora à sua origem excelente eficiência em crescimento, conversão alimentar, ganho de peso e qualidade da carcaça. Também apresenta excelente potencial para a produção de carne com ótimas características de pH, cor e capacidade de retenção de água. Segundo ele, a escolha da genética para formação do plantel do grupo é feita a partir de avaliações de resultados zootécnicos e financeiros. “Os principais fatores avaliados pela empresa são a produtividade e o desempenho dos animais.”



Genética

De acordo com a Embrapa Suínos e Aves, a qualidade genética dos reprodutores de um sistema é considerada a base tecnológica de sustentação da produção. Assim, o desempenho de uma raça ou linhagem é fruto da sua constituição genética somada ao meio ambiente em que é criada.

O acompanhamento pós-venda do material genético também é um fator importante a ser considerado na decisão de compra. Ele garantirá orientação adequada para atingir as metas de produtividade recomendadas pelo fornecedor.



Filhos

Geovane de Toni, gerente de Qualidade da RPF, em Ibiporã (PR), complementa a informação. “O desenvolvimento dos filhos também é analisado nas fases posteriores.”


Desde o desmame até o abate, são monitorados fatores como conversão alimentar, mortalidade, ganho de peso. “Além disso, leva-se em conta o rendimento e a qualidade da carne abatida, que deve ter baixo teor de gordura”, esclarece.



Transição

Metz informa que a troca de genética não é algo rotineiro, pois trata-se de um processo longo e detalhado. “No entanto, devido às constantes altas das commodities mais usadas na alimentação animal (milho e soja), fomos em busca de um material genético que permita economia nos custos de produção”, revela.


RPF Group vai mudar a genética usada para fêmeas de suínos